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Nascemos em 2006, fruto de um conjunto de felizes circunstâncias que apresentaram duas concertinas, um violino e um contrabaixo a quatro músicos apaixonados pela música e dança tradicionais.

Nos nossos primeiros espectáculos apresentávamos já alguns temas originais, aos quais juntávamos um vasto leque de músicas tradicionais oriundas de Espanha, França, Reino Unido, Israel e, naturalmente, Portugal.

A grande receptividade junto do público conduziu-nos a uma viagem do Norte ao Sul de Portugal, em mais de quarenta concertos e bailes no primeiro ano de existência.

Ao longo deste percurso, e ao mesmo tempo que construíamos um repertório de originais inspirados em danças tradicionais (como a Mazurca, a Valsa de três, cinco, oito e onze tempos, o Hanter Dro, o Círculo Circassiano, a Chapeloise, a Bourrée ou o Malhão) deixámo-nos também encantar por outros instrumentos que se juntaram ao conjunto: a harpa, a gaita de foles, o banjo ou o bandoneón.

Ingenuamente, fomos criando um processo de trabalho quase monástico: gravando, filmando e revendo criticamente os nossos ensaios, concertos e bailes. Deste ritual e do fio condutor que é possível tecer ouvindo os materiais que fomos registando, constatámos que o nosso trabalho se aproxima ao de um escultor: retirando as camadas de pedra que escondem a figura, ela parece revelar-se por si só, como se tivesse estado sempre lá.

Actualmente dividimos o nosso tempo entre as sessões de gravação do nosso primeiro CD no bairro típico lisboeta da Graça (onde alguns de nós residem e cuja toponímia se vai colando aos nossos temas originais), os fins-de-semana de inspiração na Costa Vicentina e um sem número de bailes e concertos.

E é precisamente nestes últimos, quando nos situamos nesse espaço frágil e mágico que separa os nossos instrumentos e aquilo que eles querem dizer do público, que somos absolutamente felizes.